São Paulo terá uma "semana eletrônica" neste ano. Vinculada ao festival Skol Beats, a Electro Hype Fair acontece pela primeira vez entre 8 e 16 de abril, no Palácio das Convenções do Anhembi.
A feira ainda está em processo de finalização de nomes e participantes, mas a Folha apurou que terá, entre outras coisas, 80 expositores, receberá microinstalações de quatro clubes da cidade, abrigará o Brazilian Music Conference (responsável por workshops e palestras) e será palco, em todos os seus dias de duração, de shows e apresentações de DJs.
A organização da Electro Hype Fair está sendo feita pela B/Ferraz, a produtora do Skol Beats, festival que chegará à sexta edição em 16 de abril.
A feira foi formulada nos moldes de dois tradicionais eventos mundiais: a Winter Music Conference, que acontece anualmente em Miami e reúne gente ligada à indústria da dance music em todo o seu espectro (desde DJs e produtores até executivos e marqueteiros), e a italiana SIB, de teor mais técnico, que leva à cidade de Rimini profissionais do universo fonográfico.
A dobradinha EHF/SB será o maior evento do gênero na América do Sul, superando a South American Music Conference, ocorrida em dezembro do ano passado em Buenos Aires. "Queremos trazer para São Paulo exemplos de tendências e de novos comportamentos que estejam ligados à música eletrônica. A proposta é realizar uma mistura de cultura, de consumo e de festa", disse Bazinho Ferraz, organizador da Electro Hype Fair.
A feira não funcionará em 11 e 12 de abril. Nas outras datas, são esperadas 8.000 pessoas por dia.
A parte comercial da EHF foi dividida em quatro setores: moda e comportamento, eletrônicos, tecnológicos e "quiosques mix". Os produtos estarão à venda.
O segmento moda e comportamento terá 29 expositores, principalmente de marcas de roupas jovem e de acessórios.
Na área de eletrônicos ficarão as empresas fabricantes de equipamentos de som, vídeo, laptops, iluminação etc. Serão 22 no total. Desenvolvedores de pequenos aparelhos, "gadgets", como reprodutores de MP3 e câmeras, e softwares estarão sob a classificação tecnológicos. Já os "quiosques mix" estão reservados para pequenas marcas e produtos variados.
A área dirigida ao entretenimento será "puxada" pela apresentação de artistas no auditório Elis Regina, durante a noite.
Sete núcleos, formados por selos e gravadoras, ficarão responsáveis por esses shows. Os curadores devem ser Bizarre Music, Lado Z, Smartbiz Tracks, Trama, ST2, Deckdisc e Segundo Mundo.
De caráter mais experimental, esses artistas ainda estão sendo fechados. Fala-se em nomes como Inumanos, Benzina e Waterfront House, por exemplo. Alguns DJs tocarão também nos quatro clubes que terão lounges estilizados espalhados pela feira. O Lov.e estará lá.
A Groove Art coordenará o setor Beats Lab, que, segundo a organização, funcionará como uma espécie de laboratório didático, mostrando, por meio de filmes, imagens e curtas sobre a cultura do DJ e sua profissionalização.
Para tentar se assemelhar a outros eventos respeitados do mundo, que reservam espaço para a discussão da música eletrônica, a EHF adotou para si o Brazilian Music Conference. Organizado pelo DJ Iraí Campos, o BMC aconteceu de forma tímida no ano passado.
Em 2004, o BMC reservou alguns dias antes do Skol Beats para servir de reduto para palestras, workshops e debates. Neste ano, pretende-se expandir seu espectro, com nomes de peso tanto do cenário nacional quanto internacional, que discutirão temas como "Panorama da Música e da Indústria Fonográfica", "O Futuro da Música" e "A Profissionalização do DJ", entre outros.
Mas nenhum participante ainda foi definido, e a entrada será à parte: R$ 50.
A parte cultural da feira terá ainda uma exposição com o tema "Cultura Clubber", do fotógrafo Fábio Mergulhão, com imagens realizadas em festivais e noites em clubes, além de uma mostra de flyers de festas ocorridas desde os anos 50 até hoje.
Também inspirada com o que aconte