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Academia Scratch DJ, em Nova York, profissionaliza os DJs do futuro


Depois que o rock e o jazz conseguiram legitimar-se no mundo da música, chegou a vez da arte de mixar, com uma academia única do tipo que se encarrega de profissionalizar os DJs do futuro.

Fundada em 2002, a Scratch DJ Academy de Nova York foi a primeira no mundo a oferecer um currículo especializado em mixagens - ou seja, a arte de misturar e alongar partes de um tema musical, instrumentais ou de percussão, com dois discos e um mixer. A missão da academia é educar os DJ amadores, fornecendo equipamento técnico necessário, instrutores apropriados, a teoria e a história do gênero e informações básicas sobre os aspectos comerciais desta "arte".

A figura do DJ ultrapassou as fronteiras dos clubes e festas que caracterizaram os anos 70, a década em que nasceu o gênero com artistas como Kool DJ Herc, Grandmaster Flash e DJ Cash Money. Pelo menos em Nova York, os DJs estão cada vez mais presentes em lugares e atos públicos - desde lojas de grife até restaurantes e cafés. É possível vê-los até em eventos de negócios e exposições de arte, como coadjuvantes de shows e em programas de televisão. "O DJ transcendeu os gêneros. Já era hora de esta forma de arte ganhar o mesmo respeito e legitimidade que o jazz e o rock ganharam", diz um dos fundadores da academia, Rob Principe.

Ainda que os DJs tenham se legitimado com o público, Principe considera a existência de uma academia necessária para a profissionalização. "A Scratch procura unificar, validar e estender o papel e a importância do DJ em novos espaços. Sua missão é extrair o valor de mixar como uma arte, um hobby e uma profissão, para depois disseminá-lo construtiva e publicamente", explica.

Desde sua fundação por Principe, Reg Gaines e o lendário Jam Master Jay - trágicamente falecido membro do Run DMC -, esta academia já formou mais de 5 mil DJs, e acaba de abrir uma filial em Los Angeles.

Nas aulas práticas, os estudantes - que contam com mais de 50 equipamentos de mesas de som - adquirem habilidades para mixar (mixing), fundir (blending), girar ritmicamente dois discos de vinil até distorcer o som (scratching) ou interromper a música (breaks). Na parte teórica, os alunos aprendem a história e as raízes da arte de mixar, teoria musical e como ser um DJ bem-sucedido em um clube noturno, entre outros aspectos. "Nossos estudantes são negros, brancos, asiáticos, latinos, carecas, gente com cabelo violeta. Entre nossos alunos havia um radiologista de 55 anos e uma menina de sete. Tivemos pais com seus filhos em nossa academia", diz Principe.

A academia oferece cinco níveis de ensino: desde o DJ 101, para principiantes ou amadores que não têm nenhum conhecimento, até o DJ 303, para quem já se considera "turntablist" - termo que denomina o máximo grau de perícia - e ainda quer aprender mais.

Os cursos, organizados por semestres, são semanais e ministrados por celebridades como Grandwizzard Theodore (inventor do scratch), Grandmaster Caz, Luv Bug Starski, Evil Dee e Daddy Dog. O custo não é superior ao de cursos de arte ou de línguas em Nova York, com preço de 300 dólares por semestre. Cada aula tem duração de 70 minutos. Mas também se pode optar por aulas particulares a um custo que oscila entre 75 e 90 dólares a hora, que são preços correntes no mercado.


Fonte: EFE/UOL

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